Qual é seu mantra?

Todos temos um mantra pessoal, mesmo que não saibamos disso. É a coisa mais normal do mundo, tão normal que a gente nem se dá conta. Qual é o seu?  Caso não saiba, seus amigos e familiares provavelmente sabem seu mantra melhor que você. E sem que perceba, ele “comanda” a sua vida de várias formas. Não me refiro a mantras budistas ou indianos como Om Shanti, Om Mani Padme Hung etc.

Vou dar um exemplo: houve um tempo (um pouco tenso) em que meu mantra era: “Eu tenho medo de… “ Medo de pegar trânsito e me atrasar, desse projeto não dar certo, das pessoas não gostarem do jantar, de sair com a bebê e ter de dar de mamar em público, de ficar doente no meio da viagem longe de casa, de deixar as crianças aos cuidados de outra pessoa e elas não ficarem tão bem… Era uma trava que amarrava meu pé na ansiedade (que nada mais é que um termo moderno para o velho amigo medo) e me impedia de fazer/viver várias coisas.

Há uns anos, meu mantra evoluiu para: “Não dá tempo…” Não dá tempo de quê? De fazer os cursos que desejo, de ler os livros que me interessam, de ir ao cinema, de estar com as amigas mais vezes, de tirar o dia para não fazer nada, de sair para jantar a dois… Simplesmente não dava tempo mesmo! Surpresa: eu lancei uma profecia auto-realizada. Olhem como sou poderosa. Eu repetia isso em várias ocasiões, para várias pessoas, muitas e muitas vezes de forma que até eu acreditava. Certamente que esse mantra me poupava de ter tempo para pessoas e eventos indesejáveis, eu me escondia atrás dele convenientemente. Mas como funciona, funciona igualmente para as coisas boas, que escapavam de mim pelos ponteiros do relógio. Quando percebi o quanto era eu mesma que ficava neurotizando pequenos e grandes problemas e atraindo-os para mim, foi como um estalo! Não só parei de usar essa frase (a não ser que fosse imprescindível) como mudei a estória para: “Eu tenho tempo para tudo que é importante para mim.”

E, na realidade, acho mesmo que quando se tem interesse de verdade em um assunto, a gente sempre arruma o tempo necessário para fazer acontecer. É tempo de fazer acontecer. O tempo do relógio está bem mais acelerado. Tudo vibra mais rápido e mais brilhantemente. Vamos aproveitar essa onda massiva de energia e criar o melhor mundo possível para nós.

Escrever, por quê?

Bem-vindo(a) ao meu blog!

Resolvi criar um blog porque amo escrever. Escrevo desde pequena, o que uma atividade só minha. O caderno – como na canção do Chico – foi meu melhor amigo por muito tempo. Preenchi vários cadernos, os primeiros com capas de menininhas e flores, depois o Snoopy entrou para a coleção e, quando cresci um pouco, passei para temas urbanos.

Meus primeiros diários eram de sonhos. Eu tinha muitos sonhos muito reais e repetitivos. Às vezes, só o tema se repetia. Outras vezes, era tudo igual mesmo. Eu acordava como se tivesse saído de um filme de ação, suada e cansada, com medo.
O medo estava sempre presente, desde os pesadelos mais “simples” com baratas gigantes que vinham me atacar até aqueles em que me encontrava em locais extremamente altos, quase sem chão, terrenos instáveis, sujos e inseguros, sempre sozinha, subindo, subindo por muito tempo sem saber como iria voltar ou mesmo o porquê da escalada. Uma queda interminável que nunca atinge o chão? Era uma alternativa frequente.

Quando jovem, passei a ter outras experiências noturnas, recebendo respostas e dicas de sobre problemas cotidianos, por exemplo, se devia terminar ou não com tal namorado…. Algumas vezes, ficava na dúvida se eram sonhos ou regressões espontâneas a um passado remoto, na infância ou épocas mais antigas. Era como ter uma vida paralela sem limites de tempo ou espaço, onde eu conseguia me ver como várias personagens da trama ao mesmo tempo, diferentes papéis – uma fragmentação do ego facilmente explicada pela psicologia moderna.

O interesse em entender esses eventos noturnos foi despertado desde cedo. E me tornei cliente assídua de livrarias – as reais mesmo, onde os livros são de papel, e aceitam anotações e podem ser emprestados. Buscando nos livros sobre sonhos e psicologia, um universo que tivesse alguma correspondência com esse meu mundo paralelo, interior.

Será que eu teria de fazer psicologia para me entender?

 

Inspirações

Cada dia um novo começo.

Cada dia uma nova luz.

Cada dia uma nova chance.

De fazer o certo ou o errado. De arriscar ou  ficar parado. De pedir o que se quer ou ficar esperando o outro adivinhar. Tantas coisas…

Cada dia uma nova inspiração – muito além da inspiração natural dos nossos pulmões que a gente mal percebe.

Todo dia merece uma inspiração especial para dar mais energia e força ao nosso trabalho.

É isso, uma inspiração para cada dia ser especial.

“A vida é assim né mãe…” fala com frequência minha pequena de 9 anos.

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