Dia da Mulher 2026

O que efetivamente podemos comemorar hoje?

Liberdade, igualdade? Muita coisa mudou, porém há muito a percorrer ainda…

Em 1908, Nova Iorque não era para principiantes e a exploração da mão de obra feminina era intensa. Houve uma greve por melhores condições de trabalho com represálias e mortes. O movimento se espalhou por outros países mesmo sem a facilidade da internet de hoje.

Mulheres e luta, mulheres e direitos, mulheres e seus corpos. A desigualdade existe desde há milênios com requintes de opressão, abuso, agressão física e psicológica e variadas torturas… Apesar de termos uma noção de igualdade no ocidente – que não é real – muitos países do oriente ainda mantém costumes extremamente arcaicos assim que ainda devemos agradecer por termos nascido em terras abençoadas a oeste de Greenwich. Devemos agradecer pela liberdade (relativa) que temos, pelo respeito (relativo), pelas oportunidades (relativas), pois a partir desses pontos, conseguimos expandir mesmo que lentamente em busca de equanimidade.

Igualdade de direitos? Pode ser que um dia alcancemos e devemos seguir nessa busca.

Igualdade de responsabilidades? Igualdade total e irrestrita não creio ser possível pois seria muito benéfico respeitar as caraterísticas particulares de cada gênero. Não somos homens de saia. Temos oscilações hormonais intensas, temos de dar à luz e criar novos seres, temos muitas responsabilidades que não podemos repassar ao companheiro por mais gentil e dedicado que ele seja, portanto, euzinha – na minha lucidez ingênua de menina grande e desejosa de equilíbrio na vida – adoraria ver homens sendo homens e não machos mimizentos e mulheres sendo femininas, ambos em harmonia e cooperação, visando a construção de famílias estruturadas, a base da sociedade.

Se não conseguimos parceria verdadeira com o homem que dizemos amar e que declara amar-nos de volta (micro), como haverá equilíbrio em grupos maiores, na sociedade (macro)? O modo como operamos em casa será expandido para empresas e escolas, para associações e governos. A saúde mental e emocional começa em casa e muito dessa responsabilidade recai sobre os ombros da mãe, mulher, cuidadora.

Meu grande sonho de consumo como pessoa é encontrar o equilíbrio entre o dar e o receber, entre servir e ter apoio, entre cuidar, honrar e ser mimada e desejada. Entre ser mãe, parceira, filha, irmã, colega, amiga, funcionária, empresária, anfitriã, vizinha, amante, amada, amor, inspiração e luz no caminho de quem cruzar o meu caminho.

Pois, quando temos de dar conta de tudo (ou quase) sozinhas e não temos a musculatura masculina (não somos homens de saia!) para sustentar essa demanda toda, perdemos o brilho no olhar, perdemos a gentileza, a feminilidade, o perfume, os sonhos, perdemos o encanto por nós mesmas e pela vida e, consequentemente, vamos contribuir contribuir com rancor e cansaço, inveja e dissimulação para um mundo sem graça e sem cor porque simplesmente não dá tempo e não damos conta e não temos de dar conta.

Quando eu era menina, eu desejei ser menino algumas vezes porque eu percebia como eles eram mais livres e soltos, mais leves e sem obrigações. Não se cobrava deles manter a cozinha limpa, nem o quarto arrumado. Talvez isso tenha contribuído para eu criar um corpo mais reto, sem as curvas características que a gordura corporal modela tão lindamente nas mulheres.

Publicado por Denise Fracaro

Sou uma pessoa que não cansa de estudar, em busca constante de autoconhecimento, com imenso prazer em compartilhar seus achados para o benefício de todos os seres. Além de blogar, trabalho aromaterapia, terapias energéticas usando diversas técnicas e dou cursos e workshops.

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