Meditando&Curando

Há algum tempo… venho desejando aqui dentro fazer mais, estar mais disponível, traduzindo para o meu jeitão caipira: vem me dando uma “coceira’ de proporcionar mais, distribuir mais!

Porém, as mudanças pelas quais meu corpo vem passando desde a saga que intitulei de “Tempo Estranho” tem alterado a minha dinâmica e disposição.

Por exemplo, depois da última guilhotina me levar a tireoide, deixei de ser uma pessoa ‘friorenta’ demais para ser uma pessoa calorenta ao extremo. Isso teria sido um benefício se não coincidisse com os fogachos dignos da deusa Pele do Havaí – me sinto um vulcão sem águas pacíficas à minha volta para me refrescar. Assim, dormir bem tem sido raridade. Acordar cedinho de manhã tem sido complicado. Novos tratamentos em curso e vamos embora!

Com a leitura do Caibalion que venho fazendo recentemente, o poema que Lúcia Helena cita no início de cada palestra, transcrito abaixo, me incentiva novamente a esse trabalho:

Oh! não deixeis apagar a chama! Mantida de século em século nesta escura caverna, neste Templo sagrado!
Sustentada por puros ministros do amor! Não deixeis apagar esta divina!
Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os preencher com a Sabedoria.

Sei que nada sei. Sei que ainda tenho um longo caminho a percorrer. Porém, se o pouco que sei pode ser útil a alguém, eis me aqui a serviço do saber.

Fica o convite: meditações às quartas-feiras de manhã, 8 horas horário de Brasília.

Desejando participar, entre nesse link para receber as notificações: https://t.me/joinchat/QkM11lF2qoWI-XfZCCxgDw. Vamos trabalhar com a plataforma do zoom que você pode acessar de qualquer celular ou computador. Seja bem vindo e bem vinda!

casamento sagrado

“Quem pode manda, quem tem juízo obedece” diz o ditado. Brincadeiras à parte…

Depois de 21 anos de casamento, não é uma questão de mandar ou obedecer. Embora assim fosse antigamente nesse lado do planeta. Será que nasci aqui porque sou uma mulher de sorte ou acumulei méritos em outras vidas, hoje posso falar o que penso e escolher como levar a minha vida atual? Sei que nem sempre foi assim.

Em várias culturas do outro lado do mundo, as mulheres ainda são mantidas caladas e afastadas da vida pública. Sem voz e sem rosto, cobertas por burcas, silenciadas, abafadas em suas casas, à espera de maridos ou torturadores. Mundo desigual. Oportunidades desiguais. Para elas, a quarentena nem mudaria muita coisa.

Um casamento (aqui) é um espaço onde se pode trazer à tona o melhor do outro, incentivar o parceiro a desenvolver seus talentos, buscar a sua verdade, fazer o que lhe dá brilho nos olhos e lhe aquece o coração. Um espaço de respeito às suas preferências, aceitação das suas chatices, apoio aos seus projetos.

“Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza…”

Até mesmo no texto do sermão religioso a dualidade se faz presente. Dança de opostos – ora suave ora bruta, um vai e vem de sóis e luas, luz e sombra – onde a sombra minha se projeta nele e assim eu me vejo na totalidade que nenhum espelho mostra.

“Espelho, espelho meu, diga se há no mundo alguém mais… irritante/tensa/exigente/cruel… ou bondosa/gentil/amável/cuidadosa… do que eu?”

Quem precisa de um espelho mágico de conto de fadas se temos pessoas reais nos espelhando a cada movimento?

Quem se perguntaria tais tolices? Quem está realmente disposto(a) a olhar suas partes cobertas – aquelas partes que a gente finge que não tem porque falta coragem para assumir que ainda somos um pouco mesquinhos ou perversos.

Falta coragem para assumir que não temos nos dedicado ao autoconhecimento e assim não sabemos realmente o que nos incomoda, nem o que nos encanta, mas criticamos o outro por falta de foco ou consistência. Alguém está perdido por aqui…

Criticamos o outro por não apostar nos seus sonhos quando nosso medo de fracassar nos mantem escondidos atrás de uma mesa de trabalho ‘segura’ e sem graça.

Criticamos o outro por falta de movimento enquanto damos voltas e voltas em círculos – o ruído das rodas mascarando a falta de propósito e enganando os menos atentos. Tanto barulho por nada.

Criticamos o outro por se fixar em segurança, por ser pouco arrojado quando é essa mesma segurança que nos permite relaxar, experimentar e dormir tranquilos no final do dia.

Teremos condição de apoiar o outro se ele decidir largar tudo o que não faz sentido para viver o seu sonho de vida se esse sonho de vida reduzir drasticamente seu padrão de consumo?

Seremos capazes de apoiar o outro se ele decidir mudar radicalmente seus hábitos, sua alimentação ou se aprofundar em estudos que se contrapõem às nossas crenças?

Adaptações necessárias vão acontecendo dia a dia e o único equilíbrio possível é dinâmico – nada estático. Algumas mudanças vão acontecendo homeopaticamente. Outras são abruptas. Muitos casamentos acabam quando os caminhos bifurcam em ângulos obtusos, quando crenças colidem feito super novas, quando a língua falada não compartilha o mesmo alfabeto.  

A auto realização é primeira união: o casamento sagrado de masculino e feminino dentro de cada um, do pequeno eu e do Eu Superior, do ser humano e do divino. Esse caminho pode ser trilhado a sós ou entrelaçado ao segundo casamento sagrado: a união de dois seres em busca de sua inteireza e completude.

Complexo e desafiador. Eu sigo me dedicando à harmonização dos opostos. Que ‘seja eterno enquanto dure’ pois enquanto dura a vida que é eterna, temos uma razão para amar.

Caibalion

Há quem acredite que as coisas no universo são criadas ao acaso. As coincidências vão acontecendo e a vida surge de repente onde antes havia apenas uma sopa cósmica de moléculas e átomos. E, segundo as mesmas aleatoriedades, esse universo vai se desenvolvendo e evoluindo.

Fosse assim, ao acaso total, teria levado muito mais tempo do que tem levado para as coisas acontecerem. No meu modo de ver, há intervenções e interferências de quando em quando.

O universo manifesto é regido por leis. Há algum tempo, fiz uma série de textos sobre “as sete leis espirituais” a partir da visão de Deepak Chopra. Link da primeira dessa série: https://reikiquantico.com/2018/09/04/as-sete-leis-espirituais-lei-da-potencialidade-pura/

Nova Acrópole traz uma série de vídeos explicando uma forma de ver a vida, de acessar o que parece ser o mistério e, na realidade, é claro e evidente para quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Desde o Egito antigo, Hermes Trimegisto resume também em sete leis o funcionamento de tudo.

Deixo o link do primeiro vídeo aqui, onde Lúcia Helena Galvão apresenta as sete leis resumidamente:

1- Lei do Mentalismo: o universo é mental. tudo é mental. O físico também é mental. Estamos todos na mente de Deus. Tudo é energético e sutil. Ou seja, nada é real – sólido – tudo são formas mentais.

2- Lei da Correspondência: o que está em cima é como está embaixo e vice-versa.

3- Lei da Vibração: tudo vibra, desde o mais denso ao mais sutil. Nada está parado, tudo se move.

4- Lei da Polaridade: tudo é duplo e tem seu oposto. Os opostos são idênticos em natureza porém diferentes em grau. Universo é dual, vivemos na dualidade. Os paradoxos são a mesma coisa. Todas as verdades são meia-verdades.

5- Lei do Ritmo: tudo tem fluxo e refluxo, ação e reação; como o movimento do pêndulo, buscando o centro. O centramento reflete o equilíbrio. Cada nível a que acedemos ajuda a superar as dualidades do nível anterior. É preciso elevar-se para sair do desejo. Seus conflitos e você estão no mesmo nível.

6- Lei da Causa e Efeito: lei da causalidade, sem gerar as causas, não se pode ter os méritos. Educar é integrar às leis da natureza. Tudo tem uma causa, reconhecendo-a ou não. Os planos superiores dominam os planos inferiores. O acaso reflete apenas a ignorância à lei da causa e efeito.

7- Lei do Gênero: tudo tem gênero, yin-yang, elétron-próton, físico-espiritual, masculino-feminino. Da união do espírito com a matéria nascem todos os seres.

Se você prospera, é sinal de que está trabalhando em conformidade com as leis. Se não está sendo próspero, está desobedecendo uma ou mais leis. As leis são vistas por Hemes como “o braço de Deus estendido sobre o cosmo”. Já pensou nisso?

Nos vídeos seguintes, ela explica em maior detalhe cada uma dessas leis para quem desejar se aprofundar. Fica o convite.

Becoming a mother



Em inglês, become, palavra composta ‘BE-COME’: ‘VIR – SER’, tornar-se. Poderia ser ‘SER – VIR’? Eu brinco com a palavra, intercambiando a ordem, alterando profundamente seu significado…

A mulher não nasce mãe.

Nós nascemos para dar à luz a nossa própria essência e, ao longo de anos, vamos criando coragem (ou não) para ser quem realmente somos. Nem sempre é fácil chegar a ser quem somos. Muitos mestres, líderes – fontes de inspiração para muitos povos tiveram vidas sofridas onde seus modos diferentes ou excêntricos eram incompreendidos. Mesmo assim, eles insistiram no seu caminho.

No meio desse processo de permitir que seu potencial inato aflore, algumas pessoas tem filhos. Uma moça, mulher, senhora solteira ou casada, com estudo e recursos ou com apenas a roupa do corpo… Uma mulher, menina com planejamento e vontade de ter filhos ou tomada completamente pela surpresa, pelo despreparo… Mulher ignorante do mundo que se cria dentro de seu ventre ou completamente consciente e responsável.

De qualquer forma, enquanto está no processo de parir a própria essência, ela gera alguém que ficará sob seus cuidados e será orientado por ela – com amorosidade e dedicação ou negligência e desatenção.

Entrelaçamento interessante em que um ser inacabado é elevado a um papel de tamanha importância. O treinamento é on the job, a mãe vai se tornando mãe à medida que os desafios se apresentam. O mesmo ocorre com o pai.

E mesmo que tenha vontade e se organize de forma prática para receber o seu rebento, nunca está preparada. E, como todas as outras pessoas, a mãe também faz o melhor que pode com a consciência que tem. Será o suficiente, adequado? Nunca vai saber. Como dizia o poeta, “Filhos, melhor não tê-los. Mas se não tê-los, como sabê-lo?”

Dia 3 de setembro de 2001 foi o dia que me tornei mãe, ou teria sido desde o momento da concepção, ou teria sido antes ainda quando decidimos no astral ter essa experiência juntas, nesse formato mãe-filha? Nessa realidade, conta a partir de 3 de setembro.

Desisti de esperar por um parto normal quando, com a gestação de 42 semanas, foi indicado o ultrassom para detectar sofrimento fetal. Então esperamos o bebê passar mal para tirar? Nãããããooooo!!! Depois dessa experiência abominável (pra mim), liguei para o médico e disse: “de hoje, não passa!” Não vou esperar mais nem um dia pela oportunidade insana de faltar oxigênio para ela. Até o momento, ela não tinha dado mostras de desejar sair pelas vias normais, então acionamos o plano B ou seria C – de Cesária.

Era uma segunda-feira de sol. Fomos ao cinema, assistimos Shrek, tomei um copão de gelo no cinema – isso era ela mandando nas minhas vontades – arrumamos as malas e #partiumaternidade. Ela nasceu por volta das 10h da noite. Linda e saudável. A partir desse momento, éramos uma família. Muitas noites mal dormidas, o amigo cansaço veio definitivamente morar em casa, um nível de preocupação antes impensável.

Desde então, faz 19 anos que estamos juntas nessa aventura de viver nesse planeta, nesse tempo estranho. Estamos juntas parindo a nós mesmas, entrelaçadas e livres.

Honrando a vida que veio antes de mim, a vida que flui através de mim a cada instante e vida que brotou dentro de mim e não me pertence. Entrego você ao mundo. Cuido de você até quando precisar de cuidados. Te conto tudo o que sei. Indago sobre o que não entendo. Sigo a seu lado se assim for o desejo da sua alma pelo tempo que for o seu desejo e o meu. O que a sua alma pretende criar? Que contribuição eu posso ser no seu mundo? No meu mundo, a sua contribuição é infinita. Tudo mudou aqui dentro e segue mudando.

Mais duas queridas almas vieram em seguida trazer mais alegrias e desafios. Cada filha, um mundo diferente e único. Gratidão infinita pela oportunidade de ser esse canal de seres tão maravilhosas que vem compartilhar a vida comigo.

Que ação tomar para limpar eventos repetitivos?

Qual ação preciso tomar para limpar eventos repetitivos que ficam constantemente voltando à minha vida apesar de tudo o que já fiz?” Parte da série “A Arte de Fazer Perguntas”, recebi essa bem loooonga enviada por uma pessoa cheia de vida e criatividade. Não se trata de alguém parado na vida, sentado no sofá, esperando as coisas caírem no colo mas sim, de uma buscadora! Vem comigo para essa reflexão.

Deseja me enviar uma pergunta para trabalharmos juntos? É só escrever aqui: https://bit.ly/DF-Perguntas.

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