Fale com seu corpo.

Tem gente que fala sozinho – parece que liga os pensamentos na caixa de som wi-fi. Tem gente que fala com plantas, com animais. Todos eles nos ouvem. Podem responder ou não. Ou respondem numa linguagem que não entendemos.

Há muito muito tempo, li um livro de Masaharu Taniguchi, fundador da Sheicho-No-Ie. Ele comentava que devemos conversar com nosso corpo amorosamente. Falar com nossos órgãos. Demonstrar carinho e afeto por cada pedacinho que nos compõe. Se nem nós mesmos gostarmos do nosso corpo, como podemos esperar que outras pessoas gostem? Como depender da opinião dos outros para validar quem somos? Esse é um risco enorme – porém assumido todos os dias por muitas pessoas. Taniguchi usava essa conversa íntima como base de grandes curas.

Tempos depois, no curso de reiki, conheci o trabalho de Masaru Emoto – mesma nacionalidade e nomes parecidos… Novamente, me deparo com uma ideia semelhante. O que Emoto chamava de “mensagem da água” é bem simples: nossos pensamentos e sentimentos são capazes de alterar a forma das moléculas de água. Atenção concentrada, foco, intenção. Pura magia sem varinha de condão. Ele fotografou moléculas de água poluída e de água limpa das nascentes e comparou. Ele fotografou água depois de receber uma oração e depois de ser alvo de xingamentos e comparou. A água que ouve Beethoven é diferente da que ouve rock pesado. Quando esteve no Brasil, ele filmou água ao som do nosso hino nacional. Lindo demais!

Trago apenas duas dessas imagens – tão claras que dispensam explicação:emoto

Grande parte de nosso corpo é composto de água. Quando nos culpamos por qualquer coisa e ruminamos o tema dentro da cabeça, estamos nos castigando e impregnando as nossas águas com informação de culpa, derrota, tristeza, arrependimento…

Grande parte do nosso corpo é água. Dá para desconfiar que o impacto disso na nossa saúde não deve ser dos melhores… Azia, dores, gripes e várias manifestações desagradáveis. Do lado da saúde emocional e mental, podemos colecionar sintomas de depressão, melancolia, manias, baixa-auto-estima, auto-sabotagem… apenas para citar alguns.

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Você deixaria um poder tão grande ao sabor dos ventos, sem rumo nem direção?

As implicações dessa potência de criação que temos afeta não somente as nossas células, mas afeta também as pessoas que influenciamos direta ou indiretamente.

O que acontece com as crianças que crescem ouvindo que são fracas, burras, gordas e que nunca vão dar certo na vida? Como ficam elas por dentro? Devagarzinho, gota a gota, o balde vai enchendo. Tortura em doses homeopáticas. A partir do momento em que elas acreditam nessas frases, elas assimilam a informação e pronto: águas contaminadas.

Recentemente, esse assunto voltou num dos livros da Dolores Cannon (falei sobre Dolores em “Pertencimento”). Numa das regressões que ela relata, o “subconsciente” traça um paralelo interessante. Do ponto de vista da célula, nós somos deuses. A célula sabe que faz parte de um organismo maior, organismo esse que ela só pode imaginar e não pode ter noção de sua magnitude. Ela sente e reflete o que sentimos e pensamos. Ela “obedece” os comandos do seu deus, a consciência fabulosa, criativa, plena. Plena de quê? Que tipo de informação estamos transmitindo aos nossos sistemas e seus operadores?

Como a célula, nós como seres humanos também somos parte de algo maior que não temos capacidade de compreender, mas que nos nutre e sustenta.

Meu convite agora é para fazermos um exercício consciente: sentar, meditar e acolher cada órgão do corpo físico como um tesouro, um ponto de luz, beleza, leveza, saúde e harmonia. Comece por onde quiser. Por exemplo, diga a si mesmo: “Estômago querido, eu te amo como você é e te agradeço por todo seu trabalho em digerir os alimentos e as bebidas que eu consumo, mesmo quando são de qualidade duvidosa, transformando em energia, saúde e vitalidade todos os elementos, descartando o que me faz mal ou vem em excesso. Estômago, eu te amo.” Use suas próprias palavras, repita quantas vezes sentir que precisa ou passe para outra parte.

Os órgãos mais sensíveis ou debilitados clamam por atenção e ajuda. As dores te chamam, como um pisca alerta na esquina. Preste atenção aos sinais.

Será que, quando olho no espelho de manhã, eu penso “nossa, como estou linda hoje” ou foco nas olheiras, na cara amassada, no mau jeito que dei no ombro à noite, ou desvio o olhar…

Tudo tem conserto para quem tem vontade de se cuidar, tudo pode melhorar, eu posso mudar o olhar que ofereço a mim mesma. Posso mudar o meu “bom dia”. Posso programar meu dia para ser especial.

O primeiro passo vem de dentro: o desejo de mudar. Quando começamos nesse caminho de auto-descoberta, atraímos as pessoas certas para nos ajudar nos momentos-chave pois nunca estamos sozinhos. Os anjos se disfarçam de muitas formas: amigos, professores, uma pessoa na sala de espera, um encontro fortuito…

Preste atenção aos sinais que vem de fora. Preste mais atenção ainda aos sinais que vem de dentro, do seu corpo. Ouça a sabedoria que te habita.

 

2 comentários em “Fale com seu corpo.

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