“Que todos os seres tenham a felicidade e as causas da felicidade.”

Oração é bom porque tem para todos os gostos, longas ou curtas, não dói, não custa, se fala em voz alta ou só no pensamento, se faz no banho ou qualquer lugar… Uma oração é uma forma de enviar energia positiva para alguém, um lugar, uma ideia. A oração abençoa quem recebe e quem envia. Não tem contra-indicações. Não tem efeitos colaterais.

A minha querida terapeuta fada quase monja, Simone Lucena, me convidou a orar em prol de “todos os seres” há vários anos, me alertando para o nosso estilo ocidental individualista até na hora de rezar: Eu rezo por mim, pela minha família e você cuide da sua. Certo?

Errado!

Compartilho um exemplo dos bons que ela me deu. Tem gente que diz que o  exemplo é uma boa forma de ensinar, outros dizem que é a única forma – essa foi uma das mensagens impactantes do curso de Educação em Valores Humanos, do Sathya Sai Baba.

Ela me instiga suavemente: “Dê, você reza pela proteção e saúde do seu marido. Ele fica bem protegido porque deus sempre ouve as preces. Beleza. Ele é responsável e você cuida dele com carinho. Daí o bonitão vai trabalhar e encontra um colega cheio de dívidas, cuja mulher gasta feito madame de político, os filhos rebeldes repetindo de ano na escola… Um mar de complicações bem comum no mundo de hoje, infelizmente. Esse colega olha para o lado, vê seu maridão contente da vida, família estruturada, contas em dia, corpo em forma… Já era!”

O vampirismo inconsciente já está rolando. No mínimo, roubo de energia vital na cara dura que pode vir acompanhado de uma remessa apimentada de fluídos negativos de inveja, raiva, o que ele tem que eu não tenho, como ele pode ficar tão tranquilo quando está tudo tão difícil… Caso seja levado ao campo da ação, pode-se assistir ao início de uma campanha maliciosa de difamação, uma batalha pela posição dele na empresa, pelo seu prestígio. Quanto tempo duram os ataques? Um dia, dois, três meses… E como fica a proteção que você ativou? Era suficiente ou não? Depende, depende de tantas coisas.

Se, em algum momento, o marido se sentiu vulnerável (traduzindo ao bom português: com medo), ele abriu as portas para o assaltante, sem querer – mas abriu. A vulnerabilidade pode ocorrer por estar conectado a essa rede de transmissão de desgraças planetária que conta com o apoio da mídia eletrônica e escrita e a rede interna de fofocas que corre solta em toda empresa, grande ou pequena. Ou por medos ancestrais, estórias de família, semelhanças com o passado, parentes com problemas. Todos temos problemas. Todos conhecemos alguém que perdeu o emprego recentemente. Cada um tem sua estória para viver, suas lições para aprender.

Por ressonância, atraímos os eventos na mesma frequência em que vibramos, somos semelhantes a antenas de rádio. Se a música que me move é pagode e samba, não vou sintonizar uma estação de música erudita, certo? Emitimos as vibrações consciente ou inconscientemente e recebemos exatamente o que enviamos. Para saber o que estamos sintonizando, basta olhar em volta e ver o que trouxemos para a nossa vida.

Por isso, não adianta retirar um balde de água do oceano e cuidar dele imaginando “ah, eu fiz a minha parte”. Se o resto estiver poluído… Ou colocar grades nas casas e blindar os carros… O oceano inteiro precisa de cuidados. Nós compartilhamos os átomos de ar e água, a Terra e todos os seus recursos. Todos conectados nesse mar de luz.

Eu, particularmente, gosto de incluir em “todos os seres”, seres de todos os reinos – animal, vegetal e mineral. Sem excluir nenhunzinho, nem uma borboleta ou árvore ou montanha. Todos contribuem para a vida no planeta. Todos merecem ser felizes, mesmo que eu não faça a menor ideia do que isso signifique para um cristal de rocha.

 

 

Segue a oração budista completa extraída dos cursos de meditação de Mingyur Rinpoche (Tergar https://reikiquantico.com/sobre), também constante no seu livro “Alegria de Viver”:

“Que todos os seres tenham a felicidade e as causas da felicidade.
Que todos os seres estejam livres do sofrimento e das causas do sofrimento.“

 

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