AS SETE LEIS ESPIRITUAIS IV – Lei do Mínimo Esforço

Passei uns dias intensos sem tempo para escrever, com as ideias fervendo aqui dentro. As pausas fazem parte do processo. Aceitação.

O que “esperar” para essa semana? Recapitulando do post anterior: só posso colher hoje o que plantei ontem, certo? E o que era mesmo? Alegria, harmonia, amizade misturadas com uma cobrança interna de perfeição (“poderia ter caprichado mais em algumas coisas, poderia ter cuidado mais do meu sobrinho no domingo”), mais umas pitadas de fofoca disfarçadas de boletim informativo do astral e um pouco de falta de paciência na hora de saciar a curiosidade da minha filha. Perfeita eu? Muitos anos nessa estrada e ainda muito chão pela frente.

A lei do Mínimo Esforço fala sobre aceitação e responsabilidade, fala sobre mais espontaneidade e menos ego. Também é conhecida por “faça menos e realize mais”.

Quando aceitamos o que ocorre no momento e deixamos a resistência armada, é possível relaxar e, a partir desse relaxamento, é possível encontrar soluções criativas. Pode ser uma coisa boa (que é apenas um julgamento) ou ruim (outro julgamento). De qualquer forma, o que está acontecendo agora é resultado de interações passadas criadas por nós entrelaçadas com todo o resto. Estamos sempre no lugar certo na hora certa e com a pessoa certa. O universo se manifesta a cada instante promovendo as condições para o nosso desenvolvimento.

Não aceitar uma determinada situação é uma declaração de guerra ao universo. Já tentou nadar contra a corrente? Remar contra a maré no seu pequeno caiaque? Você se cansa, se esgota e não sai do lugar. Isso é como não aceitar o PRESENTE que foi criado pelo universo especialmente para você. Isso é teimosia e a teimosia é irmã gêmea do orgulho e filha do ego vivendo enroscados no nosso pé, prendendo os nossos passos.

Aceita.

Uma vez que aceitou, assume a parte que te cabe nesse latifúndio. Não é culpa do vizinho, do governo, do marido ou a mais clássica – dos pais. Se eles te criaram assim, não te deram atenção, não te trataram com amor e dignidade…. Paciência. Foram os pais que você pediu.

Na infância, aprendemos muita coisa que, um dia, não serve mais, até atrapalha. Porém, continuar aceitando essas limitações é uma escolha nossa, hoje, agora. Você é o que é hoje por causa dos pais que teve, da vida que levou e de tudo o que aprendeu. Ou seja…

Um – Agradece.

Dois – Se não está bom, quem vai mudar para você? O Papa não vai deixar o Vaticano para resolver seus problemas, nem o padre, nem nenhum guru. De quem é a vida que precisa de mudança? A minha? Tranquilo que estou em processo, sempre. A sua? Vai ficar esperando alguém te puxar pela mão? Assume a responsabilidade pela sua criação e vai!

Um exemplo pessoal: eu cresci numa família católica na fila VIP da igreja. Isso dá uma base para a vida pois, de cara, sabemos que existe um poder maior no mundo emanando força e luz para nós. Porém, ao longo dos séculos foram criados muitos dogmas na religião atendendo a interesses diversos e, um deles, “o que Deus uniu, o homem não separa” acabou se transformando numa maldição para mim, dado que casei aos 21 anos.

Loucura? Necessário. Porém, uma semana antes da cerimônia, eu soube que aquela sagrada união não teria a menor chance. Entretanto, não tive coragem de cancelar e desconvidar os 300 amigos e familiares. Pensava nos custos e na decepção dos meus pais. Segui com o protocolo, com a sensação de estar caminhando para um deserto árido e sem vida. A lua de mel confirmou meus sentimentos anteriores. Vidas secas.

Me torturei por cinco longos anos tentando fazer calor dentro de um freezer até criar a coragem necessária para dar um basta naquela estorinha de faz de conta e deixar a casa de bonecas onde eu brincava sozinha. Precisei de uma mãozinha das boas, ou seja, fui para terapia com uma psicóloga incrível, nada convencional, indicada por um amigo que eu encontrava apenas uma vez por ano – na semana dos nossos aniversários. O telefone dela era a senha para a minha libertação.

Os conceitos cristãos são bons? Sim, a princípio, a maioria deles é favorável à vida e ao amor. Contudo, foi preciso rasgar essa caixinha apertada feito um casulo tecido a fios de aço para apostar minhas fichas na felicidade – o que levou um tempo, não foi automático. Tive muitos prejuízos de todo tipo, encarei traições, dores e muita tristeza. Mas super hiper valeu a pena!

Sabe o que acontece quando você para de brigar com o mundo? Toda a energia insana que você usa para nadar rio acima e sustentar as coisas que não deram certo uma, duas, dez vezes… Toda essa energia fica disponível para você usar de forma produtiva e criativa em ações que o impulsionarão ao mundo novo que você pode criar. ]

Se o esforço for grande demais num determinado negócio ou projeto, pergunte-se: será que isso é para mim mesmo? Será que esse é meu caminho? Será que estou em sintonia com minha alma fazendo o que me traz bem estar e alegria? Ou estou obedecendo a um sistema de regras imposto, internalizado, inconsciente?

Não perca tempo em lamentações, elas apenas aumentam a energia negativa em torno da questão que precisa de luz. Concentre-se na solução.

Deepak chama a atenção para um terceiro aspecto dessa lei, o que ele chama de indefensibilidade, ou seja, desapegar da necessidade de convencer as pessoas do seu ponto de vista. Para muitas pessoas, não basta ter um ponto de vista acerca de algo, elas querem “seguidores”, querem que os outros concordem com elas. Perdemos muito tempo e energia tentando convencer as pessoas que elas devem adotar a nossa forma de viver. Não somos candidatos a nada, ou somos? Se somos, precisamos de seguidores, eleitores, fieis, discípulos, qualquer nomenclatura serve.

Na vida real, por que ansiamos por ter tantas pessoas concordando com a gente? Quantidade não produz verdade embora faça você se sentir mais seguro. Aqui tocamos um ponto sensível. É preciso entrar um pouco mais fundo e espiar essa insegurança para que ela deixe de limitar seus passos. A mesma insegurança que nos faz tomar parte em grupos nem sempre benéficos, seguir gurus, entrar em gangues, usar determinadas marcas. A insegurança que brota de não saber que todas as coisas no universo estão interligadas e nunca estamos sós.

Estar só, solto no vento pode parecer um grande desafio e, ao mesmo tempo, é muito libertador. Abre espaço para SER quem você realmente é.

Resumindo as sugestões de Deepak: aceitar o presente, assumir a sua responsabilidade e parar de defender suas posições traz uma liberdade tão auspiciosa onde tudo se torna mais simples, dinâmico e possível.

À medida que entendemos e usamos as leis espirituais no dia a dia, a vida fica mais fácil Fará mais sentido ao associarmos todas elas. Na sequência, falaremos sobre a lei da Intenção e do Desejo acrescentando foco ao fluxo cósmico, usando os poderes de criação de forma consciente.

5 comentários em “AS SETE LEIS ESPIRITUAIS IV – Lei do Mínimo Esforço

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