Quanto mais íntimo da morte, melhor se vive!

Mais uma ideia paradoxal, muitas vezes lida por mim em vários livros, o mais recente deles “Conversando com Deus 3” de Neale Donald Walsch. Cito aqui alguns trechos:

“O fato de você se recusar a pensar em sua própria morte, o leva a se recusar a pensar na própria vida. Você não se dá conta disso. Perde o momento e tudo o que ele lhe proporciona. Olha para ele depois que passou em vez de olhar através dele. Quando você olha atentamente para qualquer coisa, vê através dela e a ilusão deixa de existir. Então pode até mesmo apreciar a ilusão.”

Mais à frente…

“Quando você compreende que a vida é eterna, compreende que a morte é uma ilusão que o mantém preocupado demais com seu corpo e, portanto, o ajuda a pensar que é o seu corpo. A morte deveria lhe ensinar que o que é real é a vida. E a vida lhe ensina que o que é inevitável não é a morte, mas a impermanência. A impermanência é a única verdade.”

Faz sentido?

Quantas vezes é preciso ler algo transformador para efetivamente transformar a percepção da realidade?
E parar de ficar esperando a oportunidade perfeita, o momento certo?
E parar de frescura e de sofrer por coisas sem importância?
E parar com a guerra de poder e manipulação?
E parar de inverter as prioridades?

Tudo isso voltou à minha mente essa semana no exato momento em que falei para a cliente: “você não perde tempo com bobagens porque está mais perto da morte, sabe o que realmente importa.” Pensa numa pessoa forte, determinada a viver! Uma pessoa alegre, carismática, linda – mesmo com todas as contrariedades impostas pela vida (que ela escolheu). Tenho grande admiração por ela. Muito mesmo.

É como se diz: a gente ensina o que precisa aprender… Também li isso nesse livro e em outros tantos.

Você sabe quando vai morrer? Eu não. Pode ser daqui a pouco, amanhã, ano que vem… A verdade é que ninguém precisa estar gravemente doente para morrer.

Se a gente tivesse noção da proximidade da morte, quantos ‘eu te amo’ a gente falaria? quantos abraços a gente distribuiria? quantas vezes você ia deixar a contrariedade tirar você do sério? ia usar as roupas novas ou deixar para uma ‘ocasião especial’? continuaria vivendo como tem feito?

O que você faria?

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