Luz nas mãos ou mãos de luz?

Um pouco mais sobre os livros que me encantaram e continuam me encantando ao longo de anos. Há livros que posso ler, gostar muito e emprestar sem preocupação de vê-los de volta. Desapego fácil. Alguns vão direto para doação depois da leitura. São livros leves, passatempos alegres.

Há porém um terceira categoria na minha estante mental: aqueles que li, apaixonei e releio várias vezes, trechos ou capítulos inteiros. Posso até emprestar mas se não voltar… eu cobro ou compro outro. Mesmo se li o livro emprestado de alguém, terminada a leitura, vou atrás do meu exemplar. São livros queridos, de consulta, fonte de inspiração e grandes ensinamentos. Relendo tempos depois, sempre me atento para algo que tinha passado desapercebido antes.

A partir do curso de reiki, inaugurou-se oficialmente para mim um mundo de interesse por energia e suas aplicações. Essa energia gostosa que atravessa a pele sem nenhum esforço, sem necessidade de contato ou ferramentas, me encanta. Um ano antes do primeiro curso de reiki, eu já estava embevecida pela leitura de “Mãos de Luz”, de Barbara Brennan.

BB maos de luzEu considero esse livro quase uma bíblia das curas energéticas. Ela explica a energia universal, como funciona, cita casos de pacientes, tratamentos à distância, detalha os chacras, suas funções e distúrbios. Barbara é uma dessas pessoas iluminadas que, desde criança via o mar de energia existente entre todas as coisas acreditando que era a coisa mais natural do mundo, que todo mundo via o que apenas ela tinha a capacidade de observar. Cresceu e, como todo mundo, foi ganhar a vida para pagar as contas. Formou-se em Física e foi trabalhar num ambiente inovador, de grandes desafios. Seu trabalho como pesquisadora da NASA lhe confere uma credibilidade fora do comum. Depois de anos focada no macro, ela retomou seu interesse pelo microcosmo e passou a estudar o campo de energia humana. Mudou o rumo da sua vida e desenvolveu sua própria técnica de cura. Seu livro já foi editado inúmeras vezes desde o lançamento em 1989.

Em 1995, ela lançou outro livro chamado de “Luz EmergenteBB luz2 onde ela aprofunda a jornada de cura como um processo pessoal. Aborda a função do curador e a importância dos relacionamentos nesse caminho. Chama a atenção para o papel da Terra e suas energias, como os locais onde vivemos e trabalhamos e como influenciamos e somos influenciados por eles.  A partir de exercícios simples que podemos realizar em casa, ela nos auxilia a centrar a energia e retomar o equilíbrio.

A partir do momento em que nos damos conta de que estamos mergulhados num mar de energia que interpenetra a todos, precisamos assumir a nossa parcela de responsabilidade pelos acontecimentos do mundo à nossa volta. No mínimo, a influência exercida sobre as pessoas próximas e o ambiente de trabalho e moradia precisa ser reconhecida e cuidada. Esse cuidado passa pelo que falamos, fazemos, sentimos e pensamos. Todos esses “aspectos” são elementos criadores e geradores de energia.

Todos esses elementos se unem por ressonância a outros semelhantes disponíveis (semelhante atrai semelhante) e vão crescendo, tomando forma, tomando corpo, densificando até que um dia… bum! Ocorre um colapso – como diz Amit Goswani – e algo acontece!

Igualzinho à chuva: uma molécula de água microscópica não faz a tempestade que alaga e destrói casas. Várias dessas moléculas precisam se unir, se aglomerar formando as nuvens que vão crescendo crescendo crescendo, ficando “carregadas” até que o peso se torna tão grande que elas são atraídas pela terra e simplesmente despencam, se derramam em forma de benção ou maldição, dependendo da intensidade.

Quando um ambiente fica “carregado” de íons negativos…. certeza que algo vai acontecer – irritação, acidente, briga, discussão, algo se quebra, alguém fica doente, as plantas secam. Pessoas sensíveis podem absorver essa carga e descarregá-la de diversas formas – desarranjos intestinais, mal estar, dores de cabeça…  Para dispersar essa energia, por vezes, é preciso uma limpeza ambiental.

É responsabilidade de cada um, em seu pequeno universo, procurar manter-se equilibrado e em paz. Querer ter paz em casa, no país ou no planeta é simplesmente impossível enquanto não encontrarmos a paz dentro de nós. E ela não precisa ser fabricada ou desenvolvida porque nossa essência é paz. Se é dentro que ela nasce, é para dentro que devemos olhar, é para dentro que devemos viajar. Bon voyage!

 

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