“As pessoas mais difíceis na sua vida são seus maiores mestres.”

Ouvi essa frase de uma grande terapeuta, aliás, quantas lições maravilhosas aprendi com ela ao som da sua voz doce e de música suave. Eu a chamava de fada. Ela tinha olhar de fada, mãos de fada – dessas que deslizam pelo seu corpo com o óleo de massagem quase sem tocar a pele e te conduzem a um estado de relaxamento tão profundo que o mundo pode até acabar naquele momento porque você sabe que “está tudo bem”. Conexões poderosas que, momentos depois se esvaem na agitação da cidade, não sem antes ativar nosso fluxo de energia, alterar padrões, reequilibrar o campo mental e emocional.

As pessoas que dificultam o nosso caminho nos tiram da zona de conforto, nos obrigam a buscar alternativas na comunicação e nas atitudes. As fórmulas que usamos normalmente não funcionam com elas porque estão sempre nos pressionando, contestando ou desafiando. Assim somos obrigados a nos reinventar, a mudar e, consequentemente, a melhorar.

Uma opção seria trilhar outro caminho e não cruzar mais com elas. Opção essa nem sempre disponível pois, muitas vezes, elas são nossos pais, filhos ou colegas de trabalho… Não se troca de emprego cada vez que há desentendimentos com alguém. Não se divorcia do marido/esposa a cada muro que brota do chão entre os dois. Não se demite um filho, “sabe, agora tá muito complicado para mim, não quero mais cuidar de você”.

Há pessoas que são hábeis em fugir de desafios – casam várias vezes, trocam de emprego como se troca de roupa ou até abandonam filhos pelo caminho. Apesar de parecer que tudo vai ser diferente com o novo parceiro, por exemplo, se a lição não foi assimilada, o universo recria as condições de aprendizado novamente. A vida é como um videogame – não se pode passar de fase sem completar as tarefas da anterior. Enquanto não aprendemos a driblar todos os monstros e obstáculos de uma fase, não podemos pular para a próxima. Tampouco tem “jeitinho” que resolva.

Quando aparecem os desafios nos relacionamentos, somos impulsionados a mudar, a acessar a força primordial dentro de nós para tratar as diferenças e chegar à compreensão e ao equilíbrio. Percebemos aí o papel espiritual do “mal” na vida prática: uma situação ruim pode ser uma alavanca para o nosso crescimento. Isso se resolve buscando o auto-conhecimento, olhando para dentro, analisando o sistema de crenças – com ou sem ajuda terapêutica.

As situações repetitivas na nossa vida nos convidam a refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa responsabilidade em atrair constantemente o mesmo tipo de evento negativo, seja um namorado(a) agressivo e desonesto ou traições de amigos e colegas de trabalho ou mesmo doenças que vão e vem. Como nos sonhos repetitivos – tem uma mensagem ali para você, qual é? Investigar e olhar de frente é mais eficiente que ir para a cama com medo de dormir.

E seus mestres, quem são?

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