Becoming a mother



Em inglês, become, palavra composta ‘BE-COME’: ‘VIR – SER’, tornar-se. Poderia ser ‘SER – VIR’? Eu brinco com a palavra, intercambiando a ordem, alterando profundamente seu significado…

A mulher não nasce mãe.

Nós nascemos para dar à luz a nossa própria essência e, ao longo de anos, vamos criando coragem (ou não) para ser quem realmente somos. Nem sempre é fácil chegar a ser quem somos. Muitos mestres, líderes – fontes de inspiração para muitos povos tiveram vidas sofridas onde seus modos diferentes ou excêntricos eram incompreendidos. Mesmo assim, eles insistiram no seu caminho.

No meio desse processo de permitir que seu potencial inato aflore, algumas pessoas tem filhos. Uma moça, mulher, senhora solteira ou casada, com estudo e recursos ou com apenas a roupa do corpo… Uma mulher, menina com planejamento e vontade de ter filhos ou tomada completamente pela surpresa, pelo despreparo… Mulher ignorante do mundo que se cria dentro de seu ventre ou completamente consciente e responsável.

De qualquer forma, enquanto está no processo de parir a própria essência, ela gera alguém que ficará sob seus cuidados e será orientado por ela – com amorosidade e dedicação ou negligência e desatenção.

Entrelaçamento interessante em que um ser inacabado é elevado a um papel de tamanha importância. O treinamento é on the job, a mãe vai se tornando mãe à medida que os desafios se apresentam. O mesmo ocorre com o pai.

E mesmo que tenha vontade e se organize de forma prática para receber o seu rebento, nunca está preparada. E, como todas as outras pessoas, a mãe também faz o melhor que pode com a consciência que tem. Será o suficiente, adequado? Nunca vai saber. Como dizia o poeta, “Filhos, melhor não tê-los. Mas se não tê-los, como sabê-lo?”

Dia 3 de setembro de 2001 foi o dia que me tornei mãe, ou teria sido desde o momento da concepção, ou teria sido antes ainda quando decidimos no astral ter essa experiência juntas, nesse formato mãe-filha? Nessa realidade, conta a partir de 3 de setembro.

Desisti de esperar por um parto normal quando, com a gestação de 42 semanas, foi indicado o ultrassom para detectar sofrimento fetal. Então esperamos o bebê passar mal para tirar? Nãããããooooo!!! Depois dessa experiência abominável (pra mim), liguei para o médico e disse: “de hoje, não passa!” Não vou esperar mais nem um dia pela oportunidade insana de faltar oxigênio para ela. Até o momento, ela não tinha dado mostras de desejar sair pelas vias normais, então acionamos o plano B ou seria C – de Cesária.

Era uma segunda-feira de sol. Fomos ao cinema, assistimos Shrek, tomei um copão de gelo no cinema – isso era ela mandando nas minhas vontades – arrumamos as malas e #partiumaternidade. Ela nasceu por volta das 10h da noite. Linda e saudável. A partir desse momento, éramos uma família. Muitas noites mal dormidas, o amigo cansaço veio definitivamente morar em casa, um nível de preocupação antes impensável.

Desde então, faz 19 anos que estamos juntas nessa aventura de viver nesse planeta, nesse tempo estranho. Estamos juntas parindo a nós mesmas, entrelaçadas e livres.

Honrando a vida que veio antes de mim, a vida que flui através de mim a cada instante e vida que brotou dentro de mim e não me pertence. Entrego você ao mundo. Cuido de você até quando precisar de cuidados. Te conto tudo o que sei. Indago sobre o que não entendo. Sigo a seu lado se assim for o desejo da sua alma pelo tempo que for o seu desejo e o meu. O que a sua alma pretende criar? Que contribuição eu posso ser no seu mundo? No meu mundo, a sua contribuição é infinita. Tudo mudou aqui dentro e segue mudando.

Mais duas queridas almas vieram em seguida trazer mais alegrias e desafios. Cada filha, um mundo diferente e único. Gratidão infinita pela oportunidade de ser esse canal de seres tão maravilhosas que vem compartilhar a vida comigo.

Publicado por Denise Fracaro

Sou uma pessoa que não cansa de estudar, em busca constante de autoconhecimento, com imenso prazer em compartilhar seus achados para o benefício de todos os seres. Além de blogar, trabalho com terapias quânticas usando diversas técnicas e dou cursos e workshops.

2 comentários em “Becoming a mother

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