Diário de um tempo estranho

parte 1

Para começar, medo de doença grave é uma fera que me espreita há um bom tempo. Não sei quando essa sombra começou a pairar sobre mim. Sei que na volta da viagem aos Andes, Chile, onde passei mal por causa da altitude, a alteração da pressão arterial no exame de rotina deflagrou uma série de investigações a respeito de minha saúde. Isso me levou a outros exames e vários médicos.

Nada no fígado. Nada nos rins. Nada no coração. Na tireoide, bem… tinha uns nódulos lá, meio assim descansando disfarçadamente. Mais exames. Resultado da punção: “inconclusivo”, jargão médico para: não se sabe nada a respeito dessas esferas irregulares que resolveram aparecer para morar aí dentro dessa glândula tão diminuta e importante. Cerca de 20g de pura energia criativa, menos de 0,04% do meu peso corporal comandam o meu humor, meu metabolismo e minha aceleração. E põe aceleração nisso!

Mesmo sem um diagnóstico preciso e estando em perfeito funcionamento hormonal, os dois médicos que consultei queriam me operar e retirar completamente a glândula-borboleta da minha garganta me condenando, aos 46 anos, à reposição hormonal. Ironicamente, o cirurgião de sobrenome mântrico (Aum) em vez de acalmar a mente, despertou meu macaco louco. Ele me disse assim: “um dia, a sua tireoide vai parar de funcionar, então deve ser retirada logo de uma vez!

Um dia… Um dia, eu vou morrer então deveria me matar hoje?! Que ideia absurda! Que lógica é essa? A quem serve esse ser? A quem?

Fugi dos dois médicos. Nem procurei um terceiro. Reikiana e cada vez mais à vontade navegando a energia que permeia tudo, ciente de que o pensamento é força criadora, que a matéria (outro estado da energia – E=mc2) pode ser alterada e “milagres” acontecem todos os dias – tudo isso somado à uma boa dose de teimosia, decidi me tratar nas terapias quânticas e nas curas espirituais.

A medicina chama milagre de cura espontânea. Seria muita crendice popular usar esse termo entre tantos jargões incompreensíveis dos jalecos brancos. O corpo se cura. O corpo se reequilibra. Pode precisar de ajuda porém o grande maestro é ele. Em segundo lugar, vem os remédios, as terapias ou técnicas. Tenho profundo respeito pela sabedoria do corpo.

Que tipo de inputs (estímulos sensoriais, alimentos, atividades etc) seu corpo aceita e aproveita melhor? Que tipo de estímulo faz mal e compromete o seu funcionamento?

Nessa época, inaugurei a estrada para a Cura Quântica Estelar através da voz calma e suave de Juan Lopes, velho guerreiro estelar e íntimo dos mundos superiores, engenheiro de dia e curador nas horas vagas. Para que tempo livre? Um mundão infinito se abriu para mim pelo chamado do momento. Em paralelo, segui fazendo exames para acompanhar a evolução do quadro até que chegou-se a um ponto de insignificância nos achados.

Grande alívio – para mim e para minha família. Meu marido respirou diferente. Deixei de lado o estresse dos ultrassons semestrais. Vida que segue. Gratidão.

2 comentários em “Diário de um tempo estranho

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