Pequenos pranazeres

Tem um tempo que estou com vontade de escrever sobre o prana. Enquanto não consigo tempo de escrever, as ideias ficam cozinhando em fogo baixo na minha mente até dar o ponto certo. No momento em que posso finalmente sentar e contemplar a tela do computador, as palavras fluem.

Hoje quero compartilhar um dos prazeres delicados da minha vida. Prana. Nada técnico, apenas a minha experiência. Somos rodeados de prana, de energia, em cima embaixo à direita à esquerda dentro e fora. Mas quem tem tempo para contemplação?

Somente quando li o livro de Barbara Brennan “Mãos de Luz”, tive a curiosidade de “ver” essa energia. Eu amo esse livro e o considero uma bíblia das terapias de energia. Num determinado ponto, ela ensina a ver o prana. Para os iniciantes, ela sugere sair ao sol pois dentro de um quarto fechado, fica mais complicado. No sol, mesmo em cidades grandes e poluídas, a energia é mais abundante e fluída. E é só olhar para o céu com o olhar relaxado e… voilá!!! Lá estão eles: milhares de pontinhos luminosos movendo-se rapidamente para todo lado.

Num fim de semana de inverno de céu azul limpíssimo, à beira da piscina de um ótimo hotel em São Roque, estava eu lendo justamente essa parte. Com os óculos de sol polarizados não via nada. Tirei as lentes e lá estavam eles – brilhando como o pó de pirlimpimpim das fadas nos desenhos animados. Minha filha do meio, então com 6 anos, ficou curiosa e quis saber porque eu estava olhando para o nada, pondo e tirando os óculos. Saciada sua curiosidade, ela comenta displicentemente: “Ah mãe, eu vejo isso o tempo todo, você nunca viu?” Faltou ela acrescentar: “em que planeta você vive?” A pequena, obviamente, um ser bem mais evoluído que eu, estava habituada a apreciar o sutil de olhos fechados ou abertos. E eu no jardim de infância de hogwarts… Tudo bem, sem comparações, cada um no seu ritmo…

Depois dessa apresentação formal, ver o prana passou a ser uma brincadeira deliciosa a qualquer hora – em trikonasana de frente à janela – impossível não reparar, parada no semáforo ou em espaços fechados, qualquer parede branca serve. Na natureza, como em Alto Paraíso, foi preciso até fechar os olhos – é tanto prana que parecem fogos de artifício.

É tão acessível conectar com essa energia abundante que a natureza nos provê de graça! Por que viver na carência achando que, se uns tem demais, vai faltar para mim? Por que se sentir cansado e exausto quando o suprimento de prana responde pela maioria das nossas necessidades?

Quem já fez a experiência de viver de luz? Eu conheço pessoas bem próximas que passaram meses sem comer nem beber água. Ninguém morreu de fome, nem foi parar no hospital. Alguns continuaram… outros voltaram a acompanhar a nossa comilança gostosa. Além de emagrecer, o corpo se adapta e retira do ar praticamente tudo o que precisa. Vários sadhus na Índia adotam essa dieta. Uma prática para poucos, um treino de desapego absurdo. A comida faz parte da cultura, da rotina, dos encontros. A meu ver, a cozinha é o melhor lugar da casa – segredos são trocados junto ao fogão, comidinhas são temperadas com amor e luz, o nosso caldeirão mágico aquece desejos e derrete ansiedades. A comida pode ser curativa, pode ser uma doença. Cozinhar pode ser uma tarefa enfadonha ou uma terapia alquimista.

De forma mais branda, a prática do jejum regular, uma vez por mês ou por semana, desintoxica o corpo e eleva as nossas defesas naturais, traz mais clareza à mente, auto-controle, diminui a ansiedade e riscos de doenças. Algumas doenças podem ser curadas nesse processo. É um meio de forçar o corpo a se reorganizar internamente, ser mais eficiente.

Tão bom quando podemos nos dedicar ao que nos dá prazer. Ver a energia é uma coisa que me dá prazer e me traz a certeza de que estamos rodeados de luz, respiramos luz e somos luz.

Bora iluminar o mundo!

rosa 4

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