Faça-se a arte! E a arte se fez!

Como acordei domingo? Acordei no meio de um sonho de por de sol perfeito com o gato miando por atenção em outro canto da casa – um despertador peludo que não diferencia dias de semana de domingos, vive num fuso horário todo particular, trocando o dia pela noite como lhe convém sem nem se preocupar com as etiquetas da casa. Resolvi sair debaixo do quentinho dos cobertores antes que ele acordasse a família toda e foi assim que percebi o quanto esse madrugador estava cansado de esperar: ele tinha conseguido derrubar o relógio da cozinha pendurado bem alto e o quadro que eu pintei. Sim, eu pintei um quadro, o único da minha vida, resultado de uma brincadeira de hotel e uma experiência esquisita.

Aconteceu em São Roque, numa tarde muito fria, tão fria que nem pude tirar o casaco branco peludinho que acabou manchado de tinta, como registro da minha arte experimental. Minha filha mais velha escolheu uma imagem de tulipas e se posicionou à minha esquerda. Outras pessoas se acomodaram ao redor de uma longa mesa de madeira mas ninguém se sentou do meu lado direito. De vez em quando, eu me ajeitava mais para a esquerda para dar lugar à alguém, outro hóspede, pensava eu com meu botões. Que nada! Eu olhava de lado e não havia ninguém. Sensação estranha. Continuo a pintar e vem de novo a necessidade de dar espaço a esse convidado invisível. Olho de novo e nada. A tarde foi passando nessa dança maluca de chega pra lá, chega para cá…

Não é que o quadro ficou bom!? Tanto que não o deixei escondido no armário: coloquei moldura e pendurei na parede para todo mundo ver.

quadro

Para alguém como eu que não sabe pintar, a única certeza que tenho é que não pintei sozinha. Uma prova de que estamos sempre acompanhados, até nas horas preguiçosas de lazer onde não se faz necessário chamar por ajuda. Quando a gente relaxa, a energia pode fluir livremente e damos passagem a quem quiser se expressar através de nós. Sem preocupação com direitos autorais.

E assim a arte se fez, me atravessando com suavidade, passando ao largo das minhas limitações e vazando pelas mãos. Semelhante ao caminho percorrido pela energia de cura. Me encanta fazer parte desse eterno fluir.

Faça de mim um instrumento de sua paz.

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