Pequenas mágicas do dia a dia

Adoro as pequenas magias que a vida me oferece. Fico realmente encantada com as demonstrações de que a sincronicidade é real e que existe um grande arquiteto em todo o cosmo trabalhando no macro e no micro, nos planetas e nas minhas células minúsculas.

Comentei em outro texto que queria fazer uma japa mala. Na fase de pesquisa, procurei ideias na internet e, lógico, o mister google-sabe-tudo passou a me oferecer malas de vários lugares do mundo – algumas realmente lindas. Me enamorei de uma feita de pedras coloridas, acompanhando as cores conhecidas dos chacras. Resisti. Como o meu projeto era fazer e não comprar, ignorei esses anúncios – que permaneceram insistentes na tela por um bom tempo. Fiz minha mala e fiquei toda contente.

Menos de dois meses depois…

A professora de música das meninas volta de seu retiro na Índia e me traz uma japa mala de rudraksha e pedras coloridas praticamente igual àquela que tinha estado namorando, contudo mais linda que todas as que tinha visto!

Fiquei tão agradecida que ela não entendeu nada! Tive de explicar. Com prazer. De todas as mil possibilidades de presentes que alguém pode encontrar na Índia, ela escolheu justamente esse. De alguma forma, ela captou o meu desejo – pela internet dos nossos pensamentos, essa rede gigantesca que faz com que alguém te ligue no instante em que você pega o telefone para falar com a pessoa. Conexão direta.

Semana passada aconteceu de novo e novamente de uma forma bem gostosa. Estava programada para participar da benção do útero num grupo organizado pela Luciana Cerqueira, minha querida professora de yoga – e de muitas outras coisas. A benção foi criada por uma inglesa chamada Miranda Grey. Ela coordena meditações cinco vezes por ano, em vários países, reunindo mais de 160 mil mulheres (e alguns homens) na mesma intenção: a reconexão com o feminino sagrado.

Segunda-feira de lua cheia no céu e eu aqui no chão, dirigindo tranquilamente. Entre um cruzamento e outro, um pensamento cruza minha mente: “Vai ter encontro das mulheres e eu não vou tocar a tigela de cristal…” Outro grupo, outra programação. Eu nem suspeitava como seria organizado o encontro. Em menos de cinco minutos, aparece uma mensagem no celular. Era a Lu: “Dê, se não for incômodo, você pode trazer a tigela hoje à noite? Estou finalizando a programação e senti que….“

Alegria! Alegria!

Aposto que essas coisas acontecem com todo mundo. Quando acontecem comigo, eu comemoro. Sinto o divino no comando. Sinais. Comunicação telepática. Campo de energia unificado. Estamos todos conectados. Entrega, confia, aceita e agradece.

Sinceramente, acho que, em algum tempo, não precisaremos mais de telefones ou qualquer aparelho para a comunicação – de forma que torna-se muito importante tomar cuidado com o que pensamos. Pensamento tem peso, tem forma. Pensamento é energia em movimento. Mesmo sem desejarmos, eles se libertam da nossa mente e reverberam pelo universo. Pensamento de amor ou de inveja, tanto faz, todos passeiam, formam ondas e aglomerados com outros pensamentos de mesma vibração. Assim contribuímos para a clareza ou para a poluição da atmosfera terrestre, criando uma capa em torno da terra feito a camada de ozônio – tão esquecida ultimamente.

Os cariocas gostam de brincar dizendo que, em São Paulo, a gente o ar que respira. Seria bom que fosse só brincadeira mas, quando se viaja de avião, esse evento fica nítido e assustador. Isso ocorre nos meses secos de inverno porque a inversão térmica faz com que a poluição não escape para o alto e fique presa. Como resultado, a cidade ganha uma cúpula de poluição permanente digna de filmes de tragédias e fim de mundo… E nós aqui respirando isso.

A poluição ambiental provoca uma série de doenças e alergias. De forma análoga, a poluição etérea contribui para os distúrbios no campo mental e emocional das pessoas, ajudando a acirrar os nervos, intensificando quadros depressivos ou agressivos e reações exageradas. Há quem diga que, quando o “clima” está pesado demais em determinada região, o clima meteorológico enlouquece e ocorrem as catástrofes naturais devastadoras, como uma forma de limpeza bruta. A terra sente. A terra grita por ajuda.

Em menor escala, pode-se comprovar essa estória em casa. Às vezes, quando o clima “esquenta” numa reunião, um vaso é quebrado, um prato cai sem mais nem menos, alguém deixa cair uma cadeira e há um estrondo! Esses pequenos incidentes liberam a energia forte que estava se acumulando. É bom que seja assim! Que se quebrem os copos e não as amizades ou as pernas. Parada forçada pelo barulho, em seguida pela limpeza, o tempo vai passando, os nervos se acalmam… Quem se lembra do assunto mesmo?

Como dizem na igreja: “Peca-se por atos, pensamentos e omissões.” Vamos cuidar dos nossos pensamentos, como cuidamos de uma parte de nós – que pode até ser secreta – mas é compartilhada com o mundo todo!

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