É dando que se recebe?

Mais um artigo da minha coluna “Mais Consciência, Por Favor!” na revista Perennials Forever. Te convido a dar uma voltinha comigo lá no Oriente para entender o que a frase de São Francisco tem a ver com os ensinamentos de Buda. As leis universais funcionam em todas as partes. De nada adianta fugir delas. Leia aqui mesmo ou em http://perennialsforever.com.br/mais-consciencia-por-favor-3/.

É dando que se recebe, de verdade!
Quando compreendemos que as barreiras energéticas funcionam como um imã de negatividade, compreendemos parte da lei da atração ou da lei “semelhante atrai semelhante”. Ressonância e eletromagnetismo são conceitos que a física quântica explica hoje em dia e já eram conhecidos há milênios no Oriente.

Será que estamos atrasados ou o nosso foco é diferente?

Do outro lado do planeta, eles se ocupam em usar as leis naturais a seu favor e não se pré-ocupam, nem perdem tempo em tentar provar como e porque elas funcionam. Eles testemunham todos os dias os resultados e isso basta. Enquanto isso, nós aqui investimos tempo e dinheiro criando máquinas e experimentos para ter provas científicas.

Uma vez que a linguagem do universo é energia, se você deseja ter mais prosperidade na vida, mas tem raiva dos “ricos”, qual dos dois você acha que vai receber: dinheiro ou raiva? A matemática da vida cabe nas calculadoras de feira, de tão básica e simples que é.

Quando dei meus primeiros passos no budismo, ouvi exatamente isso: “comece a dar o que você mais precisa – assim vai colocar em movimento a roda da vida (na área que deseja).” Só de ouvir isso já dá raiva né. Esses lamas… Movimento, fluxo, quem quer dar o primeiro passo?

Se não tenho dinheiro, devo começar a dar dinheiro (como assim?) e isso até pode se resumir a dar moedas no semáforo ou ajudar instituições, fazer trabalho voluntário, ensinar o que sabe, ajudar os mais carentes com comida e mantimentos, doar objetos e roupas que não usa mais etc etc. Porém importa mais a forma como se dá (a energia que você coloca no ato) do que o valor doado.

Quero dizer: se eu faço a entrega pensando ‘nossa, não devia me desfazer disso e se eu precisar amanhã…’ estou com sentimento de carência, de preocupação (= medo) e é isso que estou dando (ativando) no final das contas, medo. Nem vou entrar no mérito de quem dá apenas para parecer bondoso e ficar bonito na foto.

Um conto budista ilustra muito bem esse tema:

Um certo dia, quando Buda já tinha alguns seguidores, ele os reuniu e pediu que fossem à vila pedir comida como sempre faziam. Diferentemente da rotina de pedir comida nas casas e tabernas, nesse dia, eles deveriam pedir aos moradores de rua.

Eles estavam acostumados a rolar montanha abaixo para pedir seu PF diário e, se não recebessem nada, não comiam nada – isso era normal. O pedido inusitado do mestre gerou uma certa comoção entre os monges. Eles já antecipavam passar o dia sem comer. Como foi impossível demover Buda dessa ideia, mesmo sem entender o objetivo, se lançaram pela estrada cantando mantras e balançando suas tigelinhas de metal.

No final do dia, se sentaram ao redor do mestre para reportar suas experiências. Alguns tinham sido duramente recebidos por mendigos irados, foram xingados e ficaram sem comer. Outros foram recebidos com curiosidade e, para surpresa desses, os pobres buscavam qualquer coisa que encontrassem nos bolsos dos casacos rasgados. Eles deram o que tinham aos monges agradecidos e esses retornaram com restos de pão, pedaços de tecido, potes e meias furadas.

Até aí, ninguém entendeu nada! Mas tudo bem, vida que seque.

Um ano mais tarde, Buda os orientou novamente para descerem à vila e especificamente buscarem o mesmo morador de rua ao qual tinham pedido comida um ano antes. A surpresa foi grande quando descobriram que os “generosos” não foram encontrados nas ruas, mas sim em casas com conforto e dignidade. Os “avarentos”, apenas para facilitar a divisão de comportamento, seguiam vivendo de esmolas.

Entendeu? Sem problemas, a gente pode desenhar!

A pobreza está na mente, na forma de pensar, baseia-se na escassez, na competição, em viver contando as migalhas, se comparando e colocando o foco no que falta em vez de focar = colocar energia na abundância.

Tudo começa na mente. Sendo assim, por onde você deseja começar a mudar seu padrão de pensamento?

Assim como os mantras, pode confiar que funciona. Mesmo que, no início, seja difícil dar sem se sentir lesado, sem ficar na neura de “ai meu deus e amanhã como vai ser“, comece assim mesmo e vá se permitindo entrar para  um mundo em abertura e confiança.

Não pense se vai receber. Saiba que vai receber. Nem sempre da mesma forma, da mesma pessoa ou no tempo que você acha que deveria ser. Quando estamos abertos a receber, sem barreiras, podemos receber de diversas formas, de qualquer pessoa, em qualquer lugar.

E como o universo só diz sim, se pensar que consegue, você está certo; se pensar que não consegue, é isso o que estará criando.

Se deseja mais amor na vida, comece a dar amor. Pode ser na forma de gentileza, acolhimento, sorrisos, ajuda, abraços, mensagens… Não espere que o universo vá te trazer as coisas que você não pede = não está aberto para receber.

Pedir não é sinal de fraqueza ou incompetência, não é mendigar.
Pedir é abrir-se para receber.

E você está aberto(a) para receber? Pergunta #5 Você está aberto para receber? – YouTube Esse vídeo vai facilitar o seu recebimento. Vem comigo.

Publicado por Denise Fracaro

Sou uma pessoa que não cansa de estudar, em busca constante de autoconhecimento, com imenso prazer em compartilhar seus achados para o benefício de todos os seres. Além de blogar, trabalho com terapias quânticas usando diversas técnicas e dou cursos e workshops.

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