A Dança do Amor

Que o Amor flua por minhas veias e seja meu alimento, minha mais preciosa vitamina.
Que o Amor me envolva em sua bruma branca perolada ativando cada sensor da minha pele.
Que o Amor me acorde de manhã com uma música suave, um beijo molhado, uma flor imaginária e muito suor compartilhado.
Que o Amor me conduza ao longo do dia por cada caminho, cada passo seja uma batida ritmada, dançante, flutuante.
Que a vida seja plena de Amor. Do contrário, não há razão para viver.
Que a vida seja plena de paz, harmonia, sendo assim a base da saúde e da convivência.
Que o Amor faça filhos no meu corpo chamados respeito, carinho, cumplicidade, tolerância, compaixão, amizade, mágica, alegria, espontaneidade, fraternidade, prazer, prosperidade, música, liberdade.
Que cada filho cresça e se espalhe cobrindo a Terra de luzes coloridas e brilhantes.
Que cada filho do Amor tenha pouso seguro em todos os corações.
Que cada filho esteja presente no ar, nos ventos, na chuva abençoando a Terra com seus nutrientes.
Que o Amor reconheça-se comandante desse planeta e seus habitantes rendam-se, desistam de resistir e sofrer.
Que seja fácil amar.
Que seja leve amar.
Que seja simples amar.
Pois o Amor não precisa se explicar.
O Amor não erra suas escolhas – mesmo o que parece estranho está na sintonia do momento, está no ritmo da música que o Amor nunca canta sozinho.
Por vezes, o Amor canta um bolero suave, redondo, convexo.
Outras, toca um rock retumbante, intenso, marcado por pausas bruscas e retomadas ligeiras na bateria do coração.
Por outras, o Amor toca um tango sofrido, entrecortado em posturas rígidas alongadas amparadas no outro quase caindo, quase morrendo, quase…
O Amor toca qualquer ritmo que dois corpos desejem dançar.
A dança dos fluidos é que cria a música a ser dançada.
Mas não se engane: é o Amor no comando sempre disfarçado de movimento, vestido de pausa, maquiado apenas com as próprias luzes coloridas, perfumado apenas com a própria essência inebriante, ajustado somente a si mesmo e à mais nada.
Não há quem possa viver sem Amor.
Mesmo tentando bater-lhe a porta na cara – a porta também é feita de amor.
O medo que a empurra é o Amor esquecido de sua grandeza, encolhido na falta de si.
Não há como fugir.
Não há para onde.
Você pode passar a vida negando sua existência, tentando provar sua inutilidade prática porém, até essa busca revoltosa é uma forma de estar no Amor, falar nele, viver nele.
Ele domina sobre tudo.
Para que resistir, insistir em se perder?
Renda-se!
Seja apenas.
Ame apenas.
Ame tudo o que você é, o que você faz, tem, terá, será e tudo o que ainda não tem.
Apenas ame.
O Amor cuida do resto.

Inspiração da Lua Azul de ontem…

Publicado por Denise Fracaro

Sou uma pessoa que não cansa de estudar, em busca constante de autoconhecimento, com imenso prazer em compartilhar seus achados para o benefício de todos os seres. Além de blogar, trabalho aromaterapia, terapias energéticas usando diversas técnicas e dou cursos e workshops.

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