Mestrado em Reiki II

Repetir cursos? Essa é uma estratégia que não me agrada e raramente eu escolho repetir cursos pois sempre tenho tanto a aprender e tantas ferramentas para acessar… Sinto ser uma perda de tempo ficar repetindo as coisas.

Porém, contudo, todavia… um mestrado em reiki tradicional conduzido de forma ortodoxa realmente não seria atrativo pra mim. Só que a mestra Keiko Komakome e mestre Dani concentram-se menos em teoria do reiki e muito mais, mas muito mais mesmo na transformação individual de cada aluno.

Arrumar a mala nem sempre é um processo continuo…

Alunos de primeira viagem e outros reciclantes como eu reunidos num paraíso da natureza chamado Aiuruoca, Minas Gerais, no ashram Canto do Papagaio, comandado pela querida Citra https://cantodopapagaio.com.br. Comida excelente, conforto, muito carinho e muita ladeira para subir e descer, fortalecendo as pernas e a vontade. Lindas cachoeiras lapidando pedras gigantescas por milênios, onde nós também fomos lapidados. Cada um no seu processo.

O convite era para liberar as criancices, raivas e temores. Deixar tudo fluir pelas água claras ou queimar no fogo sagrado. Cura pelo fogo, pela dança incrível da Sol da Companhia da Tribo, pelas vivências intensas no rio, na cachoeira, nas trilhas, no sobe desce da montanha, na convivência com insetos, na falta de luz, nas conexões.

Muita certeza de ter entrado pela porta certa quando decidi, ou decidiram por mim, fazer o curso de reiki anos atrás, parece que passaram milênios… Tanta coisa mudou! Tantos cursos de outras linhas e novos conhecimentos. Nada é o mesmo apesar de tudo parecer o mesmo. Não que eu seja qualquer coisa de especial nesse mundo, apenas estou nesse caminho de me descobrir, de me conectar, de perceber que a Vida é muito mais do que parece, muito mais do que os sentidos conseguem captar. Esses mesmos sentidos que me permitem perceber o sutil através das mensagens que ouço, das imagens que vejo, algumas tão etéreas e transparentes que, no mesmo segundo, parecem nunca terem estado lá… mas estão, a energia está. Há muito mais ainda a perceber de mim e de tudo à minha volta.

Aprendi a não apressar as respostas – elas vêm, nem sempre rapidamente e isso envolve confiar. Aprendi que cada um tem o seu caminho particular, o seu momento de se abrir ao sutil (alguns nunca) porém, se houver apenas o respeito, já está bom. Se a gente deixar de julgar já ajuda bastante. Os que não veem porque não querem ver, o que será que houve antes que os fez congelar a percepção, negar a existência do divino? Não sei, não vou investigar. Cada um no seu caminho, no seu ritmo andante ou alegro, ou mesmo para trás.

Essa compaixão que desperta em mim tem a ver comigo – eu me respeitar e aproveitar o caminho da melhor forma. Assim como parei na trilha, formando uma longa fila atrás de mim, para me deliciar na presença de uma borboleta preta e azul que dançava entre minhas pernas… Como não parar para receber esse presente?

Assim como parei para ver o voo dos vagalumes na luz da lanterna formando caminhos de luz, formando linhas e mandalas iluminadas, uns traços mais longos e pontilhados, outros mais curtos e contínuos… A ciência deve ter uma explicação para o fenômeno, porém para mim, essa pesquisa não importa – a pausa para contemplar essa dança de fótons vale a pena, outro presente da natureza.

O fato de eu estar disponível a todos esses presentes enquanto a vida na matrix lá em sampa continuava alucinada – escola, trabalho, boletos a pagar, casa para abastecer, o “leva e traz” de todo dia – me faz sentir muita gratidão pela família que dá conta do lado 3D da vida. A possibilidade de eu estar inteira no retiro é possível por saber que a casa não vai cair. Para quem cuida das minhas crias para mim, por mim, imensa gratidão!

São muitos insights, sonhos ou projeções… O trabalho é 24 horas, sem folga e sem pagamento. De dia e de noite. A gente volta para casa e o trabalho continua. A vida é constante movimento e a Terra está pisando forte no acelerador, muita revolução acontecendo em diversos níveis ao mesmo tempo gerando confusão e dúvidas, falta de esperança e cansaço, dores de cabeça e enjoo.

Desafio grande manter a frequência elevada em meio a tudo isso. Esse é o trabalho principal, manter a frequência, a serenidade, a conexão, manter a luz acesa e a vida fluindo e ser parte do movimento maior sem perder o foco na verdade nem a confiança na luz.

Não deve ter sido à toa que Jesus disse: “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida.” Eu sou.

Publicado por Denise Fracaro

Sou uma pessoa que não cansa de estudar, em busca constante de autoconhecimento, com imenso prazer em compartilhar seus achados para o benefício de todos os seres. Além de blogar, trabalho aromaterapia, terapias energéticas usando diversas técnicas e dou cursos e workshops.

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